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sábado, 9 de agosto de 2008

Ave imitadora australiana

Essa é a chamada Lyre Bird, uma ave australiana que imita o som produzido pelas outras aves, mas não para por aí...


Impressionante!!



OK, agora o vídeo "real"... Entre aspas porque agora tá difícil de saber o que é de verdade e o que é "fake" na internet... Notem que nesse vídeo ele realmente imita o som de uma máquina fotográfica... Na verdade achei até tocante o final do vídeo!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Ecoogler

Support Ecoogler.com, The ecological search engine

Ecoogler é uma ferramenta de busca que utiliza a mesma tecnologia da Google, assim você obtém os mesmos resultados do site original, mas você ajuda a associação Aquaverde (fundada em Genebra em 2002). Cada busca representa simbolicamente uma folha, com 10.000 buscas, Ecoogler e Aquaverde plantam uma árvore na Amazônia.
O site é uma alternativa interessante pra quem se preocupa com o meio ambiente e preservação.

[dica do Paschoal]

segunda-feira, 31 de março de 2008

Mangue do Araçá

O Plano de Desenvolvimento do Porto de São Sebastião foi anunciado no começo de março pelo novo presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Frederico Bussinger. No plano está previsto o aterro do mangue do Araçá um dos poucos remanescentes deste ecossistema na região.

araçá - Clique no mapa para navegar

Imagem por Google Maps

A notícia gerou reações imediatas já que os manguezais têm grande importância no ciclo de vida de diversos organismos (e.g. peixes e crustáceos), estabilizam processos erosivos e contribuem para a produção primária da costa. Além disso, os manguezais são considerados áreas de proteção permanente pela lei 4.771 de 1965.

Segue abaixo uma transcrição da carta aberta publicada no Estadão que contando um pouco sobre o Araçá:
[publicada originalmente no dia 16/03/08, no caderno Aliás do jornal "O Estado de São Paulo"]

Carta aberta ao secretário do Meio Ambiente de São Paulo, Xico Graziano

Alvaro Migotto
Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo

Considerado área natural de expansão do porto, por pouco o Araçá não desapareceu da paisagem de São Sebastião. Em 1987, o aterro da baía, previsto no plano diretor do porto, foi evitado por pressão de ambientalistas e da comunidade científica. Um ano depois, a baía foi seccionada por uma desastrosa dragagem para assentamento de um emissário submarino da Sabesp, o que provocou danos ecológicos profundos: destruição de habitats e mortandade de organismos. Há 20 anos, o esgoto da região central do município é despejado nas proximidades do Araçá por meio desse emissário que, curiosamente, permanece sem licenciamento ambiental. A tudo isso soma-se a urbanização desordenada, que se encarrega de descaracterizar suas margens e despejar mais lixo e esgoto. O futuro do local parece lúgubre; ao paciente que agoniza, a morte - representada pelo aterro - deve ser o final digno. Nada mais impróprio. Embora poluído e empobrecido, o Araçá insiste em dar mostras de vitalidade. Espécies marinhas que haviam desaparecido em conseqüência da dragagem reapareceram anos após o crime ecológico impune. Garças e colhereiros são vistos com mais freqüência nas águas lamacentas da baía. Embora longe da condição pristina que em parte motivou a criação do CEBIMar na década de 1950, o Araçá continua objeto de estudo e ensino. O aterro eliminará um dos mais peculiares ambientes marinhos do litoral - um dos poucos manguezais do canal, onde vivem organismos raramente representados em outros locais. Contudo, os danos ecológicos não se restringirão ao Araçá. A retificação da linha da costa afetará a dinâmica de sedimentação do canal, possivelmente causando assoreamento ou erosão nas praias e costões adjacentes. A possível e desejada relação harmônica entre turismo sustentado e ambiente dificilment floresce em zonas portuárias e industriais. Inserida em uma das mais belas e preservadas regiões litorâneas do mundo, de inegável vocação turística, São Sebastião tem a responsabilidade de mater íntegro o frágil patrimônio ambiental sob sua tutela, para usufruto desta e das gerações futuras.

Ana Cristina Pasini da Costa, diretora do Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental (DAIA), informou que o processo de licenciamento da ampliação do Porto de São Sebastião ainda não tramita no DAIA, mas que o projeto deverá ser licenciado com "base na elaboração de estudo de impacto ambiental (EIA) e respectivo relatório de impacto ambiental (RIMA), que demonstre sua viabilidade ambiental".

Na medida provisória 2.166-66 (PDF) podemos ler a versão atualizada da lei 4.771, resumida aqui:
...
Art. 4° A supressão de vegetação em área de preservação permanente somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública ou de interesse social, devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto.
...
§ 5° A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes, ou de dunas e mangues, de que tratam, respectivamente, as alíneas "c" e "f" do art. 2° deste Código, somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública.
sendo que:
...
II - área de preservação permanente:
área protegida nos termos dos arts. 2o e 3o desta Lei, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas;
...
IV - utilidade pública:
a) as atividades de segurança nacional e proteção sanitária;
b) as obras essenciais de infra-estrutura destinadas aos serviços públicos de transporte, saneamento e energia; e
c) demais obras, planos, atividades ou projetos previstos em resolução do Conselho
Nacional de Meio Ambiente - CONAMA;

Já existe um abaixo assinado que será encaminhado ao IBAMA para transformar o mangue do Araçá em Área de Relevante Interesse Ecológico, possibilitando assim o uso desta área para futuros projetos de educação ambiental.

O jornal Imprensa Livre colocou no ar uma enquete sobre a ampliação do porto, para quem quiser opinar.

Segue abaixo algumas imagens gravadas pelo Cícero Spiritus que está montando um documentário sobre a área.


Sobre mangues recomendo o Mangrove Action Project que tem informações interessantes sobre manguezais do mundo. Além disso, tem um estudo temático chamado The World's Mangrove 1980-2005 (PDF), para quem quiser mais informações.

Enfim, biólogos e não-biólogos, o que vocês acham disso?

quinta-feira, 13 de março de 2008

Save paper, save the planet

Campanha da WWF para preservação do meio ambiente. Bastante criativo!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Prêmio Internacional para Jornalismo Ambiental

Todos os anos, desde 2001, a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, com o apooio do Centro Internacional para Jornalistas e da Federação Internacional de Jornalistas Ambientais, premia as melhores reportagens sobre jornalismo ambiental, tendo como foco principal a Floresta Atlântica.
No site do prêmio, encontram-se os artigos vencedores e alguns outros artigos informativos e interessantes sobre o meio ambiente. Como sabemos que o caminho para a preservação é o conhecimento, a atitude desses jornalistas, além de corajosa, é indispensável.
Para maiores informações, visite a página do Biodiversity Reporting Award.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Planeta no parque

O Instituto Planeta Sustentável organiza nesta semana (de 8 a 14 de outubro) um evento sobre sustentabilidade no parque do Ibirapuera. O evento, além de contar com a presença de alguns famosos para atrair o público, terá diversas oficinas e workshops gratuitos para todas as idades.
O parque do Ibirapuera é um lugar atrativo para se pensar na situação do meio ambiente. Considerado um oásis verde no meio da cidade, as pessoas ainda conseguem ir até lá e jogar toda a sorte de coisas no chão, o lago está poluído e as vias dentro do parque estão em péssimo estado de conservação.
Iniciativas como essa são excelentes para que a população se torne mais consciente de seus atos.

Leia abaixo alguns dos eventos. Clique aqui para ver a programação completa.

"Cada estação terá um tema e será coordenada por uma ONG reconhecida ou, no caso do tema INCLUSÃO, por uma empresa especializada que trabalha com programas para a inclusão de portadores de deficiência na sociedade e no mercado de trabalho.

No espaço sobre NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS, a ONG Amigos da Terra orientará sobre negócios ambiental e socialmente responsáveis.

RESÍDUOS é o tema do espaço coordenado pela ONG Pueras, que falará sobre triagem de material e sobre as melhores maneiras de descartar o lixo que produzimos diariamente. Na mesma estação da Pueras, a Universidade Anhembi Morumbi exibirá manequins ecológicos.

O tema do estande assumido pela Akatu é CONSUMO CONSCIENTE, claro! Seu expertise no tema certamente vai ajudar muita gente a entender melhor sua responsabilidade ao consumir, seja nas compras ou na utilização da energia e da água, por exemplo.

Já a ONG Centro de Voluntariado estará no parque para ajudar as pessoas a encontrar um TRABALHO VOLUNTÁRIO, de acordo com suas possibilidades e disposição. No site do Centro de Voluntariado há, também, um sistema de busca de organizações sociais que facilita a pesquisa de quem se interessa pelo tema, mas tem dificuldade em encontrar a oportunidade mais adequada, inclusive não tão longe de sua casa.

E ainda terá a estação sobre CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL, na qual arquitetos darão dicas sobre como substituir os tradicionais materiais de construção por outros - mais ecológicos - e demonstrarão que, na hora de construir uma casa, há alternativas mais modernas e menos poluentes, como placas de energia solar e churrasqueiras à gás.


Quem participar do circuito completo - em cada estação, o participante terá "seu passaporte" carimbado - , ganhará uma sacola de algodão orgânico não-descartável, para se engajar na campanha de "combate" às sacolas plásticas. Motivo nós temos, de sobra, para aderir a essa prática: é só lembrar que elas demoram aproximadamente 500 anos para se decompor!"

sábado, 11 de agosto de 2007

Aquecimento Global?

Eu não sei se essa história do aquecimento global é realmente uma grande fraude ou não... mas se é para mudar a atitude das pessoas com relação ao ambiente para uma vida melhor será que não é válido? Será que devemos combater um movimento que tem como objetivo melhorar o mundo? Tá, pode ser que muitas guerras tenham sido travadas em nome de um objetivo "nobre", mas eu não acho que adotar políticas menos prejudiciais à atmosfera ou atitudes mais ecologicamente saudáveis (não encontrei palavra mais adequada) seja comparável a isso...
Pra mim essa história parece mais uma questão de economia que ecologia... Quem se beneficia com as políticas atuais e será prejudicado com novas políticas menos agressivas ao ambiente? Será que não isso que está por trás de tanta confusão? Não sou do tipo que acha que existe uma teoria da conspiração por trás de tudo e, sendo biólogo, sei muito bem que os dados nem sempre dizem o que a gente gostaria que dissessem e, muitas vezes, os dados são distorcidos para parecerem concordar com o que queremos... Mas o que eu não entendo é: Qual o mal de se adotar políticas que sejam menos danosas ao meio ambiente, não importando se isso vai ou não atrasar o aquecimento global? O único motivo que encontrei seria o atraso na economia de muitos países (acho que li em algum lugar que a América do Norte é o continente que mais emite gases na atmosfera... talvez se só eles reduzissem já seria um ganho). E se o homem não for mesmo o responsável pelo aquecimento global? E daí? Vou continuar destruindo e queimando só porque eu quero dirigir um carrão 4x4 na cidade?
No fundo, acho que as pessoas precisam é de um bom motivo pra tomar vergonha na cara e fazer alguma coisa boa e serem altruístas... e essa história de aquecimento global pode ser o chute no traseiro que elas precisam.
Vou adicionar à longa lista de páginas sobre o assunto um blog que eu leio sempre e vou novamente recomendar: o Dilbert Blog. Pode ser estranho, já que o cara é um cartunista, mas a forma como ele discute a questão é bem legal. Não contente com apenas um artigo no blog ele fez 4, compilando todos os dados e discussões nos comentários:
Global Warming Part1
Global Warming Part2
Global Warming Part3
Global Warming Part4

Recomendo a leitura que não é pesada, na verdade é bem humorada, e, apesar disso, a discussão é feita com seriedade, justamente porque o autor se reconhece ignorante no assunto. A opinião dele é interessante.
Pra completar sugiro mais uma página: "The Great Global Warming Swindle” is itself a Fraud and a Swindle", sugerindo que o filme "The Great Global Warming Swindle" é uma farsa... Já não aguento mais um falando que o outro é uma fraude, parecem crianças: "Você é bobo!" Não, você que é!" "Não, eu não sou não! Você que é!"... É impressionante a quantidade de material sobre esse assunto. É difícil, pra não dizer impossível, filtrar o que é confiável do que não é...

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Imagens do aquecimento global

Essa primeira imagem mostra uma geleira, ou o que ela era. Em 1938, a região era quase inteiramente coberta por gelo; hoje há um grande lago formado pelo degelo e uma pequena quantidade de gelo restante.






Aqui, pode-se notar o encolhimento da Geleira de Athabasca, no Canadá.



Fonte: MODIS - NASA

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Aracnologia brasileira em alta! Opiliões e Aranhas!

Recentemente, a literatura aracnológica foi presenteada com dois novos livros de autores/editores brasileiros!

Muitos já devem conhecer o Biology of Opiliones , editado por dois professores do IB-USP, Drs. Ricardo Pinto da Rocha do Dept. de Zoologia (que todos os desertores já conhecem) e Glauco Machodo do Dept. de Ecologia (contratado a pouco tempo), além do Dr. Gonzalo Giribet da Universidade de Havard.

Não achei para vender no Brasil. Na amazon você consegue ele por uma bagatela de $106.25 doletas!!! Ah, está disponível na biblioteca do IB!!!

O outro livro é o Comportamento e Ecologia de Aranhas, dos Drs Hilton Japyassú do Instituto Butantan, Adalberto J. dos Santos da UFMG e Marcelo A. Gonzaga da Unicamp. Este já é de uma editora nacional (Kosmos Editora) e pode ser encontrado por um preço mais acessível! No site da maremoto está saindo por R$ 74,98.


Até!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Aquecimento Cerebral

Segue aqui uma série de tópicos publicados no blog Biodiverso a respeito do aquecimento global. Para ler o tópico completo clique no título! Espero que estes acrescentem à discussão iniciada aqui!

Aquecimento Global, Econômico e Cerebral

Para este blog não ficar fora de moda, deixar de seguir tendências ou padrões, vamos falar agora sobre o tão famoso e comentado tema: aquecimento global. Não vamos tentar explicar nesta postagem suas problemáticas e efeitos, mas sim mostrar como a mídia e pesquisadores em geral têm tratado este tema.

"Aquecimento Comercial"
Neste pensamento igualitário e pessimista sobre o aquecimento global, existe pensamento crítico em relação ao tema? Achei um link interessante que vale muito a pena ler

O link acima é um comentário crítico que expõe o lado cético sobre o aquecimento global explicitando a posição dogmática assumida por ambientalistas e suas teses alarmistas.

O aquecimento global derreteu a mídia
Demorou um pouco, mas talvez tenha chegado a hora. A grande mídia (jornais, revistas e telejornais) vão ter que se adequar para poder comentar o mais novo e famoso problema ambiental: o aquecimento global. Quando acabar o fôlego das notícias sensacionalistas sobre o novo relatório do IPCC, o que a mídia vai mostrar. O que mostrou sempre? Relatos superficiais, programas ecobobos fora de contextos, reportagens exóticas sobre lugares ecologicamente bonitos. Ou vai começar a repensar em um jornalismo mais consciente e inteligente mostrando que a questão ambiental é complexa e merece um destaque maior. Chega de suplementos avulsos, uma vez por semana, de ciência e meio ambiente. A questão ambiental tem que estar nos centros das discussões, ser crítica e realista.

Não tenho dúvida, a culpa é do Ser Humano
Conseguimos transformar a tragédia em produto. Sim, capitalizamos o aquecimento global, ou melhor o "Global Warming" para todo mundo entender. Já capitalizamos a coragem, a força do jovem e as revoluções. Agora a bola da vez é o aquecimento. Holywood está em festa, os astros viraram os maiores especialistas em meio ambiente, os cientistas velhotes já aposentados viram uma oportunidade de retorno e juntamente com os jovens estão loucos para ver seus artigos em uma revista com um iceberg derretendo na capa.

Bom, é sempre melhor ler as notícias pela fonte, mas pelo jeito o relatório da IPCC ainda não foi publicado (editado: veja aqui o resumo do relatório deste ano!). Para quem se interessar o relatório de 2001 entre outros pode ser lido aqui.

Veja um pouco mais no element list!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Sustentabilidade entra em discussão

Vou começar esse post por uma matéria do "observatório da Imprensa"

"Sustentabilidade é a pauta da hora
Por Luciano Martins Costa em 6/2/2007



Tem sido muito interessante observar as escolhas da imprensa a respeito das revelações feitas na sexta-feira (2/2), pelos 2.500 cientistas reunidos no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, a maioria das quais indica a necessidade urgente de transformações radicais em sistemas tão complexos como redes de transporte, matrizes energéticas, governança pública e privada e modelos educacionais.

Pela primeira vez, o ser humano é confrontado irremediavelmente com a possibilidade de ver desaparecer a sociedade como a conhecemos, o que representa um desafio muitas vezes maior do que a questão central que ocupou os corações e as mentes durante o século passado – a disputa pela hegemonia global entre o capitalismo e o socialismo de Estado.

Coincidentemente ou não, a revelação da tragédia planetária ocorre ao mesmo tempo em que as ciências oferecem a possibilidade de soluções ou paliativos para algumas das crises previstas, mas aparentemente não há magia que venha a funcionar sem a criação de novos paradigmas em modelos até agora tidos como irretocáveis pelo chamado establishment – os sistemas de poder nos quais se insere, como avalista, a imprensa tradicional.

Imediatamente após o anúncio do relatório, com a reprodução, em todo o mundo, de sua versão super-resumida, a internet ficou coalhada de mensagens e propostas de todos os tipos – desde convocações de manifestações e boicotes até as inevitáveis correntes de meditação. O inimigo, difusamente identificado ora como a indústria, ora como os desmatadores, se configura tão impessoal que se torna improvável uma reação organizada da sociedade.

Talvez a imprensa pudesse ajudar."

Essa é a visão de quem trabalha com a imprensa. Que a imprensa pode ajudar. É claro que pode!
Mas e nós biólogos? O que de prático realizamos diariamente para ao menos, não atrapalhar?
Todos os dias na televisão observamos imagens de geleiras derretendo, animais morrendo de calor, tormentas! "É o Apocalipse chegando" - é praticamente o que dizem.
Certamente, amigos, colegas ou meros conhecidos já vieram perguntar a nossa opinião sobre tudo isso e como eles poderiam ajudar.
Eu fui questionada e me descobri me traindo. Tudo o que dizia era pouco do que eu realmente fazia.
Passei então, por exemplo, a reciclar mais, não pegar as malditas e tentadoras sacolinhas de mercado (posso garantir que os caixas acharam minha atitude estranha), tomar banho gelado para economizar energia e água (afinal, para mim é muito difícil ficar debaixo daquela água por mais de 5 minutos). E comecei a perceber que as pessoas mais próximas passam a tomar essas atitudes como um modelo, afinal, sou bióloga e eles acham que isso basta.
E agora é a hora de sermos mais que um exemplo.De tomar atitudes. De mostrar que somos nossos "inimigos".Parece realmente que o mundo começou a se preocupar com o modo inconsequente com que lidamos com o ambiente que nos cerca.
Sei que isso que escrevi serve mais de desabafo por causa do meu medo de "ser o modelo errado". Mas descobri que quero fazer mais e vou encontrar o caminho.
PS: Estou torcendo muito para não virar ecochata.