quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Lobo-marinho luta para sobreviver



Essas reportagens sobre bichos fofos e sobreviventes sempre me comovem.

"Pesquisadores do Laboratório de Reabilitação de Aves e Mamíferos Marinhos da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) estão tratando de um lobo-marinho que foi encontrado com diversas escoriações, falta de pêlo no corpo e um quadro gravíssimo de desnutrição. Ele não teria forças para retornar ao oceano, segundo os pesquisadores, e muito menos chegar a costa da Africa, sendo presa fácil para os predadores.

A luta do animal para sobreviver está comovendo os pesquisadores de uma universidade em Penha, cidade localizada a cerca de 100 km ao norte de Florianópolis. Ele já é considerado o amuleto dos profissionais do laboratório.

O lobo-marinho foi encontrado no início do mês de agosto numa praia da região com vários ferimentos graves, e poucos acreditavam que ele pudesse sobreviver.

O oceanógrafo Gil Anderson Reiser, explicou que o animal possui aproximadamente um ano de idade e pesa mais de 20 kg. Ele passou mais de um mês recebendo soro, polivitamínicos e antibióticos. "Quando começou a se recuperar foi alimentado com sardinhas e outros peixes", disse Reiser. "Ele apareceu em nossa costa, provavelmente, ao se destacar de algum grupo migratório tendo sido, então, conduzido pelas correntes marítimas que circundam o Oceano Atlântico Sul", disse o oceanógrafo.

Os pesquisadores deixaram tudo pronto para devolver o lobo-marinho ao mar no último fim de semana, mas uma infecção fez com que o animal fosse obrigado a continuar sob os cuidados de veterinários. "Ele teve anemia e infecção parasitária forte e além disso, a mudança de tempo fez com que adiássemos a soltura", afirmou a veterinária voluntária, Roberta Anastácio. "Ele deve ficar mais umas duas semanas sob cuidados intensos para poder retornar ao mar".

Quando se recuperar da anemia e ter condições de realizar uma longa viagem, o lobo-marinho será solto a 50 km da costa catarinense. A esperança dos pesquisadores é a de que o animal, consiga pegar uma corrente marítima que o leve até a costa da África, onde ficam concentrados nessa época os grupos da mesma espécie, identificada como lobo-marinho-do-sul, ou arctocephalis australis."

Fonte: Terra, por Fabrício Escandiuzzi

Um comentário:

Pigozzo, o hebreu disse...

Que absurdo. Dinheiro sendo gasto quando a foca seria melhor aproveitada como petisco de uma orca ou tubarão.